Em reunião do Fórum Catarinense de Defesa do Serviço Público com o deputado federal Pedro Uczai (PT-SC), na quinta, dia 11 de junho, ficou acertado que o parlamentar vai articular com as lideranças da Câmara dos Deputados para que o presidente da casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), indique um relator do campo progressista e paute a votação do projeto de Lei 1893/26 que regulamenta a negociação coletiva no serviço público.
Depois do relatório, a medida vai direto para o plenário, pois está em regime de urgência conforme decisão da Câmara do último dia 9 de junho. Se aprovado, o PL 1893/26 vai obrigar o presidente, governadores, prefeitos e dirigentes dos demais poderes, a sentarem para dialogar sobre, por exemplo, a contratação de mais médicos, professores e pessoal da limpeza urbana, pelo menos uma vez por ano. A medida pode significar o aumento de investimentos em áreas essenciais para a população com saúde, educação e segurança pública.
Além disso, Pedro, que é líder da bancada do PT na Câmara dos Deputados, também se comprometeu a conversar com outras lideranças políticas para conseguir uma audiência com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. A ideia é que alguns dirigentes sindicais de Santa Catarina tentem convencer Fachin a pautar os julgamentos das Ações Diretas de Inconstitucionalidade que acabam com o desconto previdenciário de aposentadas e aposentados.
A última movimentação dos processos aconteceu no dia 23 de outubro de 2024, quando o ministro Gilmar Mendes devolveu o processo depois de um pedido de vista. Mas antes disso, a maioria pelo fim da contribuição já estava conformada entre ministros e ministras do STF. De lá para cá, Luiz Roberto Barroso, que era contrário ao fim da taxação, se aposentou, abrindo a possibilidade para que a maioria se amplie ainda mais.