Mesa de abertura do III Seminário do Programa Indira do TJSC.

“Vamos fazer a luta com menos medo, menos culpa e com mais esperança em uma vida boa”

Na manhã desta quinta, dia 11 de junho, a presidenta do SINJUSC, Carolina Rodrigues Costa, participou da mesa de abertura do III Seminário do Programa Indira – 20 anos da Lei Maria da Penha: refletindo sobre relações de afeto, violências, silêncios e feminicídio. O evento acontece no auditório Ministro Teori Zavascki, na sede do Tribunal, em Florianópolis, e vai até sexta, dia 12 de junho, com uma programação de palestras e debates.

A presidenta do SINJUSC ressaltou que a existência de uma cultura institucional de respeito às mulheres por parte da administração do TJSC é peça fundamental para que as dirigentes sindicais possam desempenhar seu papel de representação e defesa do interesse das trabalhadoras e dos trabalhadores. Além disso, também registrou que o Tribunal nunca foi presidido por uma mulher.

Carolina falou ainda do receio que mulheres, mas também pessoas negras e LGBTQIAPN+, têm de não serem acolhidas e respeitadas nos espaços de trabalho e da ansiedade que a expectativa da violência causa. Ela lamentou o aumento dos feminicídios no Estado no momento em que as mulheres têm enfrentado o preconceito e ocupado os espaços de direção para pensar e intervir sobre os rumos da sociedade.

“A gente tem esse direito de ocupar os lugares, a gente tem o direito de ter relações felizes, a gente tem o direito de se desenvolver, a gente tem o direito de ser plena. Então, é muito importante que o Tribunal tenha esse tipo de pauta e o SINJUSC está ao lado das trabalhadoras para pensar sua proteção, o SINJUSC está na luta contra o assédio sexual no local de trabalho e o SINJUSC está para a gente construir uma sociedade melhor que significa uma vida melhor para as mulheres. E vamos fazer a luta com menos medo, menos culpa e com mais esperança em uma vida boa, porque é esse o nosso horizonte” – concluiu a presidenta do Sindicato.

O Programa Indira surge a partir das notícias de dois feminicídios praticados contra mulheres do quadro do Poder Judiciário de Santa Catarina (PJSC): Cleci Kehl Zeppe, servidora terceirizada da Comarca de Dionísio Cerqueira, e Indira Mihara Felski Krieger, técnica judiciária lotada na Comarca de Itajaí. A iniciativa busca implementar uma política institucional de prevenção e de medidas de segurança voltada ao enfrentamento da violência doméstica e familiar praticada contra magistradas e trabalhadoras do PJSC.

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