Colegas que participaram da Plenária Virtual sobre a pesquisa de saúde SINJUSC-Neppot-UFSC na noite de quinta, dia 26 de fevereiro, entendem que o Sindicato precisa promover mais mobilizações da categoria pela redução da jornada de trabalho, pelo fechamento dos logins de sistemas fora do horário de expediente, pela possibilidade do SINJUSC integrar processos disciplinares, pela ampliação do quadro de pessoal via concurso público e pela regulamentação das comunicações entre chefia e subordinados.
Para as pessoas presentes na Plenária, a intensificação da carga de trabalho por conta de modernizações como a digitalização dos processos, a adoção de sistemas eletrônicos e comunicações via internet, justifica a redução da jornada de trabalho.
Quem participou da reunião também entende que os logins que dão acesso aos sistemas com que a categoria trabalha precisam ser suspensos quando a pessoa em questão não estiver no horário de trabalho. A medida é possível e relativamente simples conforme indicado pelo pessoal que trabalha na área de suporte do próprio Tribunal.
Além disso, comunicações entre chefia e subordinados precisam utilizar apenas a ferramenta oficial indicada pelo TJSC, o programa chamado “Teams”, e apenas em horário de expediente. A ferramenta oferece, entre outras funcionalidades, a possibilidade de programar o envio de mensagens, facilitando o respeito à jornada de trabalho.
Trabalhadoras e trabalhadores do Judiciário catarinense também gostariam que o TJSC regulamentasse a participação do SINJUSC em Processos Administrativos Disciplinares (PAD) com o objetivo de impedir que a medida sirva como forma de assédio.
Outro consenso foi a necessidade do Tribunal criar mais vagas para serem preenchidas por meio de concurso público e assim reduzir a carga de trabalho no expediente e nos plantões. É preciso fazer um dimensionamento mais justo de pessoal, pois a tática de distribuir demandas de comarcas com mais processos para outras com menos apenas espalha a sobrecarga.
De acordo com o vice-presidente do SINJUSC e presidente do Fazendo Escola, Neto Puerta, “a categoria entendeu que o adoecimento não é uma questão individual, mas resultado do modelo de gestão utilizado pelo Tribunal. Além disso, as pessoas já estão percebendo que saúde não é só ausência de doença, saúde é qualidade de vida, condições de trabalho e bem estar. Saúde é direito, e direito só se conquista na luta”.

Sem falar que os setores que tem atendimento ao público precisam de adaptações, como redução do horário de atendimento e adicional por insalubridade. Se chegamos meio-dia em ponto já tem gente esperando pra atender e as vezes quem atende sequer bate o ponto antes. Ao mesmo tempo em que temos que atender que chega às 18h55 (e claro que esse atendimento nunca vai finalizar antes das 19h). Ou seja, na prática quem está atendendo faz mais do que 7h por dia.
É verdade. No final do dia estamos exaustos, muito cansaço mental, sem falar na dificuldade de lidar emocionalmente com todas as histórias que as pessoas trazem, que muitas vezes tratam de temas sensíveis. Seria importante que houvesse uma atenção maior para os setores ou varas que possuem mais demanda de atendimento ao público.
Claro já conseguimos uma carreira valorizada com uma boa perspectiva de salário, agora vamos reduzir a carga horária… Ops lembrei, já até ia me esquecendo dos 3900 técnicos e 200 agentes que ainda aguardam a devida valorização com redução da diferença gritante com os ANS…
Essa é uma pendência que precisa ser resolvida pelo TSJC: seja administrativamente ou judicialmente. Porque é, no mínimo, injusto ter servidores fazendo o mesmo trabalho e com remunerações bem diferentes. E a redução da carga horária vai favorecer muito a saúde dos servidores, principalmente após a reforma de previdência em 2019 que teremos que trabalhar até os 60 anos de idade ou mais!
sim…favoravel ao desligamento quando se encerra o expediente…deixando apenas alguns….tipo plantonistas ….oficiais de justiça
Redução da jornada e distribuição justa de servidores nas comarcas, pois alguns setores tem apenas uma pessoa trabalhando. E quando precisa se ausentar, nem sempre consegue arrumar algum substituto
É possível o TJSC aceitar a carga horária de 6 horas diárias? Mas isso não teria que ser algo a nível nacional para dar certo? Seria ótimo, mas…
Já existe carga horária de 6 horas em alguns tribunais brasileiros!
E também a discussão do número de terceirizados nas diretorias deste TJSC. A metade de algumas diretorias já são de tercerizados.