Diretoras do SINJUSC e colegas do Coletivo Valente participaram da marcha “Mulheres Vivas e em Luta” no último 8 de março, dia internacional das mulheres, em Florianópolis. Depois de concentração durante toda a manhã no Parque da Luz, a manifestação ocupou o final da Rua Felipe Schimit na altura do hotel Castelmar e terminou no Trapiche da Avenida Beira-Mar Norte de Florianópolis.
Durante a manifestação, a presidenta do SINJUSC, Carolina Rodrigues da Costa, disse que “o sindicato que não luta pelo feminismo não cabe no nosso tempo. As mulheres são uma grande parte da classe trabalhadora e a nossa luta é por dignidade. Além disso, a importância de os companheiros respeitarem as mulheres sindicalistas e a representatividade nos lugares de poder. Enquanto não tiver mulher no governo, enquanto não tiver mulher na Alesc, enquanto não tiver mulher no Judiciário, enquanto não tiver mulher nos sindicatos, nós nunca vamos ser representadas”.
SINJUSC REPUDIA AGRESSÃO DA PM-SC CONTRA MANIFESTANTES DO 8M
Quando a passeata atravessava a Av. Beira-Mar Norte, policiais militares que acompanhavam o ato usaram spray de pimenta contra manifestantes, conforme registrado em vídeo da postagem do Instagram do deputado estadual Marquito (PSOL). A diretoria do SINJUSC repudia a agressão da PM de Santa Catarina que deveria proteger os manifestantes e conter o trânsito ao invés de agredir aquelas e aqueles que exercitavam o direito à livre manifestação.
SÓ EM 2025, SC REGISTROU MAIS DE 86 MEDIDAS PROTETIVAS POR DIA

Além de 52 feminicídios e 225 tentativas de assassinato, durante o ano de 2025, o Estado de Santa Catarina registrou um total de 31.655 medidas protetivas solicitadas por mulheres, o que corresponde a mais de 86 medidas por dia. Só no mês de janeiro de 2026, outras 3.223 medidas já foram solicitadas, mais de 100 por dia.
Foi para debater e pensar em como enfrentar o problema que a diretoria do SINJUSC e representantes do Coletivo Valente participaram, no último dia 5 de março, do Seminário “Vivas e Decididas Contra o Feminicídio” promovido pela deputada estadual Luciane Carminatti (PT) no auditório Antonieta de Barros da Assembleia Legislativa (Alesc).
Ao final de um dia inteiro de atos simbólicos e debates, as entidades e pessoas presentes aprovaram uma carta aberta, documento que sintetiza as discussões do Seminário. Para ler a Carta na íntegra, clique AQUI.

Meu deus!!!!! Que pautas são essas? Sinjusc é partido político? Lutem pelo AQ, GANS, aumento real, contra a disparidade de vencimentos de ANM e ANS, pelos atrasados. Chega de campanhas que nada tem com o servidor. CHEGA de desviar o foco!!!!
Olá Mária, o TJSC tem quase 5 mil trabalhadoras, é mais de 60% do pessoal, e todas elas estão em risco, então é dever do SINJUSC reprensentá-las e exigir política pública de proteção e promoção da equidade. Além disso, os 52 feminicídios, 225 tentativas de assassinato e 31.655 medidas protetivas contabilizadas só em 2025, passaram pelo Tribunal e impactaram no trabalho da categoria. Não intervir nessa realidade seria desrespeitar várias alíneas dos artigos 2° e 3° do Estatuto do SINJUSC.
Além disso, Maria, participar da manifestação não impede ou atrapalha a diretoria de lutar pelo AQ, pela GANS, pelo aumento real, que também é finalidade do SINJUSC.
Boa, Sinjusc! Concordo totalmente e fico feliz por participar de um sindicato que luta pelos direitos das mulheres.