Oficina com a Fiocruz na Escola Sul da CUT.

Fazendo Escola e Fiocruz desenvolvem Curso Por Um Fio sobre saúde, trabalho e política

Até o final do próximo mês de abril, as equipes do Fazendo Escola e da Fiocruz devem definir formato e conteúdo do Curso Por Um Fio voltado para trabalhadoras e trabalhadores dos Judiciários brasileiros. A ideia é formar e qualificar lideranças que articulem relações de causa e consequência entre o trabalho e o adoecimento físico e mental, mas também capazes de propor saídas políticas e coletivas para os problemas.

De acordo com o presidente do Fazendo Escola e vice-presidente do SINJUSC, Neto Puerta, “a gente precisa fazer as trabalhadora e os trabalhadores do judiciário entenderem a relação entre saúde e organização do trabalho, pois o Tribunal sempre individualiza o adoecimento, como se isso fosse responsabilidade de quem trabalha submetido a uma estrutura que impõem, por exemplo, a sobrecarrega com base em metas e obriga a trabalhar além da jornada”.

Reunião online entre as equipes do Fazendo Escola e Fiocruz

Nos dias 16 e 17 de março, na Escola Sul da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Neto e a socióloga do Fazendo Escola, Camila Souza Betoni, participaram de uma oficina sobre gestão dos recursos executados pela Fiocruz e oriundos da emenda parlamentar do deputado federal Pedro Uczai (PT-SC). No dia 18 de março, a equipe do Fazendo Escola também participou de uma reunião virtual com o pessoal do Centro de Estudos da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana (CESTEH) da Fiocruz, para seguir alinhavando formato e conteúdo do Curso Por Um Fio.

Reunião com a Dep. Fed. Carol Dartona (PT-PR) em Curitiba

No dia 20 de março, Neto e a presidenta do SINJUSC, Carolina Rodrigues Costas, estiveram em Curitiba e junto com a presidenta e a secretaria de formação do Sindijus-PR , Andréa Regina Ferreira da Silva e Patricia Robes Loureiro, apresentaram os cursos, seminários e materiais produzidos pelo Fazendo Escola para a deputada federal Carol Dartona (PT-PR).

No final do mês de abril, Neto e Camila vão até o Rio de Janeiro para continuar o trabalho iniciado em novembro do ano passado, quando o pessoal da Fiocruz veio até Florianópolis para iniciar a discussão sobre o Curso Por Um Fio conforme noticiado aqui no site do SINJUSC: Fazendo Escola prepara curso sobre saúde e trabalho em parceria com Fiocruz.

CURSO É DESDOBRAMENTO DE SEMINÁRIO REALIZADO NA UFSC EM 2024

Sônia Fleury durante intervenção no Seminário Internacional “Por Um Fio”

O Curso que está sendo elaborado pela parceria entre o Fazendo Escola e a Fiocruz é desdobramento do Seminário Internacional “Por Um Fio”, realizado nos dias 29, 30 e 31 na Universidade Federal de Santa Catarina. O seminário reuniu autoridades em saúde pública e do trabalhador do Brasil, da Argentina e da Venezuela como, por exemplo, Sônia Fleury, uma das idealizadoras do SUS, Francisco Gonzáles, da Associação Latinoamericana de Medicina Social (ALAMES) e Jorge Kohen da Universidade Nacional de Rosário (UNR).

Além de palestras, o Seminário financiado por emenda parlamentar do deputado federal Pedro Uczai (PT-SC), executado pelo o Laboratório de Sociologia do Trabalho da UFSC (Lastro) e realizado em parceria com a Associação Brasileira de Estudos do Trabalho (Abet), contou com oficinas e intervenções artísticas durante os três dias de programação.

FAZENDO ESCOLA É REFERÊNCIA EM FORMAÇÃO

Neto e as lideranças locais que participaram de formação em Rio Negrinho (SC)

No dia 21 de março, o presidente do Fazendo Escola, Neto Puerta, esteve em Rio Negrinho, município do planalto norte catarinense, na região do Contestado, para ministrar um curso de formação de lideranças à convite do Instituto Dom José Gomes que promove iniciativas de educação popular. O curso intitulado “Mundo do trabalho, sujeitos coletivos e formação de lideranças”, aconteceu durante todo o sábado e contou com a participação de representantes do movimento popular local.

A dinâmica utilizada por Neto fez os participantes recordarem como o trabalho era feito no passado pelos membros mais velhos da família, pais e avós, mas também refletirem sobre qual a atual configuração do trabalho na região para finalmente perguntar como os presentes imaginam que o trabalho deveria ser no futuro. Com tudo isso registrado em uma linha do tempo com a ajuda de figuras e canetas hidrocores, foi aberta a discussão sobre como trilhar o caminho entre o trabalho como ele é hoje e como os participantes gostariam que fosse no futuro.

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