Na reunião desta quinta, dia 5 de março, com diretoras e diretores do SINJUSC, o novo presidente do TJSC, Des. Rubens Schulz, se perguntou “até onde as metas do CNJ estão sendo eficazes?”. Para a presidenta do SINJUSC, Carolina Rodrigues Costa, “a gestão por metas tem surtido o efeito contrário, pois parece que nunca estivemos tão distantes da população que atendemos, preocupados com números e selos que produzem cada vez mais adoecimento entre as trabalhadoras e os trabalhadores do Judiciário”.
Sobre o crescimento do adoecimento mental na categoria, o presidente do TJSC disse que pretende implementar “uma política institucional, uma nova visão, uma nova forma de enfrentamento que não se resuma a uma gestão”. Schulz disse ainda que teria uma gestão exitosa se após o final do mandato, ao visitar uma comarca, ouvisse da categoria que o ambiente de trabalho melhorou do ponto de vista da relação entre as pessoas.
A presidenta do SINJUSC entregou um documento com uma “pré-pauta da Campanha Salarial 2026” com demandas que já têm a concordância da maioria da categoria como a regulamentação do adicional de qualificação (AQ) com cumulatividade, ampliação e reorganização da GANS, respeito e redução da jornada, retroativo e majoração do auxílio médico-social, impacto do médico-social no 13°de aposentadas e aposentados, entre outras.
PRESIDENTE DO TJSC REAFIRMA CONTINUIDADE DA “MESA DE CONSTRUÇÃO”
Outra declaração do presidente do TJSC durante a reunião garantiu a continuidade da mesa permanente de negociação com o SINJUSC por meio de interlocução que segue sendo feita pelo Diretor-geral Administrativo, Alexsandro Postali, mas também pelo Chefe de Gabinete da Presidência, Felipe Daniel Rodrigues. O Des. Schulz chamou a mesa de negociação de “mesa de construção”, indicando a continuidade de um processo que vem sendo mantido pelas últimas gestões.
SINJUSC INSISTE EM SAÚDE, AQ E APOSENTADOS(AS)
Durante a maior parte da reunião, o presidente do TJSC escutou a diretoria do SINJUSC falar sobre a necessidade de mudanças na gestão e nas dinâmicas de trabalho com vistas a preservar a saúde da categoria, a implementação de um AQ que sirva para reduzir a diferença salarial entre colegas de grupos ocupacionais diferentes que desempenham a mesma função e as pautas que buscam recuperar o poder aquisitivo de aposentadas e aposentados do Judiciário catarinense.

A presidenta do SINJUSC explicou que o fato de colegas de diferentes grupos ocupacionais desempenharem a mesma função com uma diferença salarial tão grande, causa um impacto extremamente negativo nas relações e no ambiente de trabalho. Por isso, a necessidade de políticas como a cumulatividade do AQ de graduação e mudanças na GANS.
Por fim, Carolina lembrou que desembargadoras e desembargadores que fizeram parte do Órgão Especial que aprovou a reestruturação da tabela em 2025, assumiram o compromisso, reiterado pelo então presidente do TJSC, Des. Francisco de Oliveira Neto, de garantir melhorias para aposentadas e aposentados, avançar na redução da disparidade salarial entre os grupos ocupacionais.
Na avaliação da diretoria do SINJUSC, a reunião com o novo presidente do TJSC foi positiva e aponta para um processo de negociação que tem a possibilidade de plantar sementes para um futuro melhor para a categoria, para o Judiciário catarinense e para a população do Estado que tanto precisa do serviço.

As metas do CNJ estão sendo eficazes para adoecer os trabalhadores e para impor condições que afetam diretamente a qualidade do trabalho, já que a única coisa que importa é o número produzido. Não por acaso, vemos sentenças e acórdãos extremamente mal elaborados, claramente feitos às pressas e sem a devida análise de tudo quanto discutido nas demandas.
Exato. Apesar de os números parecerem positivos, a realidade é que a qualidade da prestação jurisdicional está decaindo de forma perceptível. Cada vez mais aparecem decisões que não passam nem perto de apreciar adequadamente os pontos relevantes do processo. Isso é resultado direto da exigência de sempre produzir mais e mais. E pior, se antes os processos já estavam sendo analisados pela metade por conta dessa busca por produtividade, atualmente com uso de IA então… Foi-se o tempo em que a prioridade do Judiciário era prestar jurisdição adequadamente. Agora o que interessa é ganhar selos que de nada servem e conseguir holofotes.
E o reajuste anual? Teremos?
Opa Afonso! Só a mobilização garante o reajuste! Vamos lá, em breve teremos assembleia e encaminhamentos da Campanha Salarial!
O CNJ não tem a mínima ideia da realidade das comarcas.
Já que uma das pautas será saúde, poderiam rever o valor do auxílio
Médico adicional, pois a cota de 700,00 já está desatualizada.
São muitas as questões que envolvem a saúde mental dos trabalhadores, passando pelo ambiente de trabalho, desigualdades nas remunerações, as metas e outras. Sobre aposentados, em alguns anos farei parte desse grupo, infelizmente, pois meus vencimentos – e dos demais colegas que entraram depois de 2004 – cairão praticamente pela metade. Não temos mais paridade e integralidade na aposentadoria…
Não se esqueçam dos assessores jurídicos nessas mesas de construção.
Precisamos de informações mais concretas. Tem previsão de pagar os atrasados dos reflexos do alimentação? Haverá compra de férias/licença no primeiro semestre? Qual a posição do TJSC em relação aos “Penduricalhos” dos servidores? E o atrasado da data base 2021?
Olá Jéssica, passaremos as informações assim que tivermos acesso a elas!
O que significa reorganização da GANS ?
Olá Matheus, o SINJUSC continua insistindo que a GANS precisa ser massificada e servir para remunerar o desvio de função!
Confio em vcs! Espero realmente que a diferença salarial entre ANM e ANS seja alcançada. Mas por enquanto está difícil de ver a luz no fim no túnel.
Vamos seguir na luta juntos, Márcia! Só a luta vai conquistar a redução dessa diferença!