A diretoria do SINJUSC segue percorrendo diversas comarcas do estado com o objetivo de fortalecer o diálogo com a base, ouvir as demandas da categoria e mobilizar para a assembleia presencial marcada para o dia 7 de maio, em Florianópolis: faça sua inscrição aqui. A iniciativa reforça a importância da presença do sindicato nos locais de trabalho, promovendo mobilização e organização coletivas.
No dia 28 de abril – terça-feira, estivemos nas comarcas de Porto Belo e Itapema. No dia 29 de abril – quarta-feira, foi a vez de Tijucas, São João Batista e São José. Já no dia 30 de abril – quinta-feira estaremos em Camboriú e Brusque.
Entre os principais temas debatidos esteve a disfunção e as propostas em discussão para evitar o aumento das desigualdades dentro da carreira: adicional de qualificação com cumulatividade e massificação da GANS. Além disso, o atual contexto previdenciário foi apontado como um dos fatores que mais pressionam os trabalhadores atualmente. A discussão abordou especialmente o impacto das reformas da previdência e o desconto de 14% sobre os proventos de aposentados e aposentadas.
A presidenta do SINJUSC, Carolina Rodrigues Costa, destacou a necessidade de debater a redução da jornada de trabalho. Segundo ela, o tema se torna cada vez mais urgente diante do ritmo acelerado imposto pelas novas tecnologias. “É um debate fundamental, considerando o ritmo insano de trabalho. Temos discutido a implantação de uma metodologia que permita que o sistema deixe de funcionar após o expediente”, afirmou.
A diretora Soraia Joselita Depin chamou a atenção para os impactos desse ritmo sobre as condições de trabalho, especialmente nos plantões regionalizados. “A velocidade do trabalho está em alta, a tecnologia impôs um ritmo fora do normal. E o que ganhamos com isso? Servidores relatam que chegam a atender até 30 detentos por dia em plantões. É um martírio de 24 horas, já virou uma tortura”, relatou.
Carolina também ressaltou que, apesar da ampliação dos espaços virtuais, o sindicato mantém o esforço de estar presencialmente nas comarcas. “Estamos criando canais digitais, mas seguimos fazendo um grande esforço para estar junto da base, promovendo diálogo direto e ouvindo as necessidades reais dos trabalhadores e trabalhadoras”, destacou. A mobilização para a assembleia presencial segue como prioridade. “Unir a categoria para reivindicar de forma presencial, em frente ao TJSC, é também um ato político que demonstra a nossa força enquanto coletivo organizado”, concluiu a presidenta.
