Mais de 60 colegas, a maioria assessores e assessoras de gabinete, participaram do Diálogos SINJUSC desta quinta, dia 30 de abril, e conversaram sobre revisão da tabela DASU, sobrecarga de trabalho, direito ao desligamento, processo administrativo disciplinar (PAD), assédio moral, adicional de qualificação e as consequências desses problemas para a saúde da categoria. A reunião foi conduzida pela presidenta e pelo secretário de finanças e comunicação do SINJUSC, Carolina Rodrigues da Costa e Samuel Santos Silva.
A diretoria do SINJUSC informou que tem trabalhado o reajuste da tabela DASU no âmbito da mesa de negociação, conforme resolução aprovada no 10º Congresso do SINJUSC em maio do ano passado. A direção entende ainda que, para além da conversa com a magistratura nos gabinetes sobre o DASU, assessores e assessoras precisam participar da assembleia presencial do próximo dia 7 de maio, em frente ao TJSC, em Florianópolis, e incluir a questão na pauta da Campanha Salarial 2026. Inscreva-se clicando AQUI.
De acordo com as pessoas que participaram da segunda edição do Diálogos, a sobrecarga de trabalho nos gabinetes combinada com a defasagem da remuneração tem causado a fuga de assessores e assessoras, pois a progressão na nova tabela torna o cargo comissionado desinteressante. Foi explicado, também, que o processo de negociação não está “atrasando” a implementação do adicional de qualificação (AQ), pois a diretoria do Sindicato tem insistido na cumulatividade, enquanto o Tribunal trabalha nos cálculos de impacto e na elaboração da regulamentação.
A presidenta do SINJUSC trouxe os temas da saúde e da previdência para a conversa virtual ao dizer que “é muito importante aproveitar para progredir na tabela o mais rápido possível, como forma de amenizar a diferença entre o salário da “ativa” e a aposentadoria. Além disso, precisamos participar da pesquisa sobre saúde mental que o TJSC deve fazer em breve com 100% dos trabalhadores e das trabalhadoras do TJSC e produzir política a partir dela. Chega de fazer hora extra sem remuneração”.
Um dos colegas que participou do Diálogos desta quinta relatou como o Processo Administrativo Disciplinar (PAD) afetou a saúde mental e a carreira dele. Outro expressou a opinião de que o PAD só deveria ser utilizado em casos extremos, depois de conversas e maneiras menos drásticas de resolução falharem. Diante disso, a diretoria do SINJUSC respondeu que não se trata de um caso isolado e que tem pleiteado junto ao Tribunal a possibilidade de o Sindicato monitorar os PADs para intervir quando for necessário.
Por fim, Samuel, que também é assessor de gabinete licenciado para o mandato do Sindicato, falou sobre alimentar um sentimento de solidariedade na categoria, pois “o Sindicato representa todas e todos que trabalham no TJSC e as pautas são muitas. Nesse sentido, precisamos defender nossos interesses diretos, mas também ter paciência em relação ao pleito de outros colegas, como os mais de 3 mil técnicos, muitos em desvio de função, que recebem salários menores para desempenhar, praticamente, a mesma função”.
