Dos 10 Tribunais de médio porte do país, o TJSC está entre os três que atingiram 100% no Índice de Produtividade dos(as) Servidores(as) apurado pelas duas últimas edições do anuário Justiça em Números do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Mas de acordo com a Diretoria de Saúde do TJSC, nos últimos 18 meses, 1.924 trabalhadoras e trabalhadores do judiciário catarinense acumularam 68.759 dias de afastamento do serviço por motivos de saúde. Mais da metade dos afastamentos estão ligados a doenças de origem psiquiátrica como a depressão ou problemas osteomusculares como tendinites, lombalgias, mialgias e etc.
A estrutura altamente verticalizada, a prática de violência e assédio moral e sexual, a gestão por metas, o desrespeito à jornada diária de trabalho, a regionalização que gerou sobrecarga e o autogerenciamento subordinado durante os plantões, são todos elementos que podem estar colaborando para o alto índice de afastamentos.
Para o Vice-presidente do SINJUSC, Neto Puerta, “não se trata de uma questão individual ou da gestão local que não saberia dimensionar o trabalho. Trata-se de um modelo de gestão estrutural que se alimenta da saúde dos trabalhadores e trabalhadoras”.
Diante desse cenário, a diretoria do SINJUSC voltará a insistir na mudança do atual formato de plantão judicial durante a próxima rodada da Mesa Permanente de Negociação que deve acontecer em meados do mês de agosto.
A diretora do SINJUSC, Ângela Daltoé Tregnago, entende que “além de desumana, essa política de sacrificar a saúde das trabalhadoras e dos trabalhadores para atingir metas de produtividade não se sustenta. A gestão de pessoas no Tribunal precisa ser feita com base em um dimensionamento consequente entre a demanda e a mão de obra, para não sacrificar a qualidade do serviço prestado à população e nem a saúde da categoria.”
O QUE É AUTOGERENCIAMENTO SUBORDINADO
De acordo com a pesquisadora Ludmila Costhek Abilio, o autogerenciamento subordinado se realiza quando o trabalhador é obrigado a estender e/ou dividir a própria jornada de trabalho com a finalidade de atingir a meta estabelecida pelo empregador como forma de acessar determinada remuneração.

E sem falar que nosso plano de saúde come rouba uma boa parte no salário, e quando precisamos de especialista o plano não cobre em muitas clínicas.eu como aposentada me aposentei com sérios problemas de saúde pela carga horária.e materiais só nos prejudicava nassas articulações 😪
É sempre assim, quando somos jovens, gastamos a saúde para ganhar dinheiro. Quando ficamos velhos. Gastamos o dinheiro para tentar recuperar a saúde.
Enquanto isso, o TJ só esta preocupado mesmo é com a produtividade. Isso é muito triste. Não podemos deixar que isso continue acontecendo. Juntos somos mais forte. Um grande abraço em todos.
Há anos os servidores do judiciário trabalham sob pressão! São cada vez mais metas e as vagas dos servidores que se aposentam não são preenchidas ou demora muito para isso acontecer. @tjscoficial os servidores trabalham sempre “no seu limite” e essa situação não pode perdurar. A saúde de todos é importante e é um direito do cidadão.