Do total de participantes da pesquisa de saúde SINJUSC-Neppot-UFSC que precisaram se afastar do trabalho, 48,1% se licenciaram por causa de adoecimento psicológico, 45,7% por adoecimento físico e 6,2% não especificaram. Esse e outros resultados do levantamento são debatidos na Plenária Virtual do dia 26 de fevereiro, às 19h30, pelo Google Meet. Inscreva-se clicando AQUI.
De acordo com a socióloga do Fazendo Escola e responsável pela apresentação dos dados, Camila Souza Betoni, “a pesquisa confirma com números aquilo que a diretoria do SINJUSC já vem alertando há alguns anos: a implementação de novas tecnologias e dinâmicas de trabalho no Judiciário catarinense está gerando sobrecarga e causando o adoecimento físico e mental das trabalhadoras e dos trabalhadores”.
Para o presidente do Fazendo Escola e vice-presidente do SINJUSC, Neto Puerta, “a plenária é uma oportunidade para transformarmos os resultados da pesquisa em propostas políticas, em instrumentos de mobilização e convencimento na luta pela redução da jornada, valorização profissional e melhoria da qualidade do trabalho”.
Realizada a partir da parceria entre o Fazendo Escola-SINJUSC e o Núcleo de Estudos de Processos Psicossociais e de Saúde nas Organizações e no Trabalho (Neppot-UFSC), a pesquisa intitulada “Condições de trabalho e seus impactos psicossociais em servidores do Poder Judiciário de Santa Catarina” foi realizada de agosto de 2024 a dezembro de 2025. O estudo foi feito a partir de 945 questionários respondidos pela categoria via internet.

O Judiciário demorou muito para se dar conta que os servidores estavam adoecendo com o excesso de trabalho. Me aposentei por doença grave em 2021 pq não reconheceram a Fibromialgia como causa. Agora recém vão pensar em aposentar os servidores pela referida doença. Espero que vocês estejam atentos quanto à está questão.
Isso tudo somado ao fato da disfunção (no caso dos Tjas). Executamos atividade de nível superior e recebemos menos do que deveríamos, porque não há gratificação para todos. Desanimador…desmotivante!
Olá MArcos, não desanime, vamos à luta!
Sinjusc por que não tem CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) no TjSC?
Quando um Oficial de Justiça ou uma Assistente Social é agredido (verbal ou fisicamente) quem da suporte?
Fica só no desabafo entre colegas?
Onde está a assistência?
Isso é uma discussão importante Luiz. Infelizmente, órgãos do serviço público não são obrigados, CIPA e CAT constam na CLT. Mas a luta por mecanismos semelhantes no serviço público é importante! A regulamentação da 151 da OIT, convenção coletiva no serviço público, pode ser um caminho. Com acordo coletivo, pode-se incluir cláusulas nesse sentido!