SINJUSC segue na Alesc trabalhando pelos servidores

O SINJUSC segue ativo nas atividades referente à reforma da Previdência em Santa Catarina. Após sessão da CCJ pela manhã, na parte da tarde o sindicato esteve presente na reunião chamada pela Bancada do Partido dos Trabalhadores com lideranças sindicais, no Plenarinho da Alesc. Na ocasião, houve explanação do Doutor em Direito, Marcos Palmeira, que mostrou vários problemas neste projeto. “Reduzir o gasto com previdência é aumentar a despesa com juros da dívida. Passamos por um processo de desconstitucionalização. Não há nenhum caráter de ajuste fiscal.”, disse Palmeira durante sua apresentação.

Em seu pronunciamento, representando os trabalhadores do judiciário catarinense, o presidente do SINJUSC, Neto Puerta, disse que muitos deputados que se posicionam favoráveis a reforma, sequer conhecem seus argumentos da PEC. “Que tipo de igual consideração pelo destino das pessoas eles têm? Isso é parte de um projeto político de enfraquecimento do serviço público, indo além daquilo que circula na mídia. Querem aprovar a toque de caixa uma reforma que tem vários problemas, como a situação da aposentadoria por invalidez, a revogação do rol de doenças, as regras de transição, que é pior do que a PEC 103/2019 aprovado no Congresso Nacional. Enfim, são muitos pontos que precisam ser debatidos”, disse Neto.

Enquanto lideranças sindicais, juntamente com a bancada do Partido dos Trabalhadores, estavam reunidos no Plenarinho, os deputados acatavam a admissibilidade da PEC 13/2019 no Plenário da Alesc.

Agora, a PEC volta para a CCJ na próxima terça-feira. desde já, chamamos a todos para estar lá pressionando os deputados. Coloque na agenda, dia 18/02/2020, às 9H, na Alesc.

4 Comentários

  1. Essa Casa Legislativa, a exemplo do Congressso Nacional, só entende a linguagem do fisiologismo.
    Diálogos, apelos e argumentos não os sensibilizam. Suas moedas de trocas são outras.
    O Sinjusc deveria unir-se a outros sindicatos e convocarem uma greve geral dos servidores públicos estaduais, a exemplo do que já sinaliza a Saúde, antes que seja tarde.
    Só uma sinalização contundente de repúdio a esta Reforma Previdenciária, nos moldes apresentada, encontrará ressonância neste parlamento.

    • Olá, Murilo. Tudo bem? O Sindicato está unido com diversos outros sindicatos, além do Fórum de Lutas em Defesa dos Direitos. A Greve Geral está sendo debatida em várias reuniões de articulação com entidades e centrais. Hoje pela manhã (12/02), por exemplo, o SINJUSC se reuniu com várias lideranças sindicais, a pauta foi o chamado para o dia 18/02, na Alesc. Esperamos contar com a sua presença. #ReformaNão!

  2. A proposta do SINJUSC contra a REFORMA tem sido marcar presença na ALESC. Pergunto: qual seria o efeito pretendido, apenas dizer que NÃO queremos essa proposta? Até porque já houve Reforma da Previdência em 2015 né. Já é sabido que: “…problemas, como a situação da aposentadoria por invalidez, a revogação do rol de doenças, as regras de transição…” sequer foram levados em conta nessa proposta indecente de cunho meramente político e não econômico (ainda assim questionável) – a partir da qual me sinto “latrocinada” civilmente. Por exemplo, inexiste transição para mim que estarei a 8 semanas da aposentadoria, SE essa esdrúxula medida for aprovada para vigorar a partir de julho/2020; além de mim outros tantos seres humanos trabalhadores serão afetados agora e no futuro (se sobrevivermos a esse golpe mortal)!! Então: que medidas ativas serão tomadas pelo SINJUSC contra essa proposta?

    • Olá, Eli. Tudo bem? As medidas são os chamados para mobilização e atos na Alesc. Fazer pressão nos deputados pela rejeição. Além disso, trabalhamos diuturnamente junto com outros sindicatos e seus jurídicos articulando estratégias. O SINDICATO faz o seu papel de formação, conscientização e convocação, mas é preciso que a categoria se mobilize e lute junto. Como? participando dos atos, das mobilizações que acontecem na Alesc, mandando e-mail aos deputados, se posicionando publicamente em suas redes que é contra a reforma. Somente com a união de todo o funcionalismo público catarinense teremos chance de barrar o projeto.

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