Engenharia, atolada em trabalho, também precisa de mais pessoal

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Tribunal - UPC - Engenharia

A Diretoria de Engenharia e Arquitetura (DEA) do Tribunal de Justiça de Santa Catarina também está atolada de trabalho. É o mesmo cenário de todas as comarcas do judiciário estadual. Trabalho de mais e gente de menos. O SINJUSC já cobrou a nomeação para quase 600 vagas em aberto. Após cobrança do Sindicato, a administração vem chamando concursados aos poucos. Em ritmo mais lento do que nomeia comissionados sem concurso para os gabinetes.

A visita do SINJUSC na Engenharia do Tribunal na tarde desta quarta-feira (30/01) verificou o andamento dos reparos e manutenções no fórum de São José e a implementação do novo projeto/layout na comarca. Em 2018, o Sindicato constatou extintores vencidos após princípio de incêndio no auditório. Conforme informado pelos engenheiros, nesta quarta uma equipe da DEA já realizava os levantamentos dos problemas em São José, atendendo assim a demanda dos trabalhadores por segurança. O Sindicato continua acompanhando o desdobramento desse caso.

Diante da constatação de que a Engenharia tem mais trabalho do que pessoal – no setor responsável pela manutenção predial e de projetos em todo o Estado há 4 vagas em aberto (de um total de pouco mais de dez) e nenhuma perspectiva de nomeação de mais engenheiros civis e engenheiros elétricos concursados nestes setores – a visita do Sindicato também dialogou sobre a violência moral no trabalho, tema de campanha já lançada em Joinville e no Fórum da Capital, com apresentação da cartilha sobre assédio e cartazes para identificar e combater coletivamente o problema.

Entre outras, uma das características da violência moral no trabalho é impor aos trabalhadores tarefas com quantidade além da sua capacidade de realização, ou porque elas são numerosas mesmo ou porque há falta de pessoal. É o que se vê na Engenharia. É o que se sabe das comarcas. Só com muito empenho e sacrifício Santa Catarina é líder de produtividade no Brasil entre os tribunais de médio porte, conforme o Justiça em Números do CNJ de 2018. Mas todos sabem que não dá para exigir o máximo sempre.

O SINJUSC defende o concurso público e mais trabalhadores/as concursados no TJ.

Juntos somos mais Fortes!

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