Em Joinville, trabalhadores questionam produtividade e alertam para o problema do assédio

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A Direção do Sindicato esteve nesta segunda-feira (17/09) reunida com a categoria em Joinville e pelos depoimentos verifica que as principais preocupações são o excesso de trabalho, o pequeno número de trabalhadores, o adoecimento e o resultado da soma destes fatores, o assédio moral. Tudo isso é consequência de uma gestão que coloca acima de tudo a produtividade e deixa ao largo a qualidade do trabalho, as relações entre as pessoas e a saúde.

Com a presença de representantes de vários cartórios e também de oficiais de justiça, o debate inicialmente tratou da falta de trabalhadoras e trabalhadores no fórum. Havia cartório, na tarde de segunda-feira, com apenas um técnico – uma estava doente; outra, de férias, e os demais eram apenas estagiários, além do chefe de cartório. Esse problema é corriqueiro e quanto mais se agrava mais aumentam os problemas de saúdes dos trabalhadores, pois o excesso de trabalho começa a cobrar o seu preço.

Além da falta de técnicos há também 4 vagas em aberto de oficial de justiça, e com a chegada próxima do e-proc as demandas nos setores onde o “trabalho humano” não consegue avançar (são várias centenas de mandados por mês), os trabalhadores continuarão a ver sua saúde sendo precarizada, além da cobrança pelos superiores e demais colegas, que não entendem o real problema vivido dentro do judiciário.

Trabalhadoras e trabalhadores de Joinville perceberam que o assédio moral começa a surgir de forma velada, seja num pedido maior de produtividade, na cobrança para trabalhar fora do horário de expediente, nos questionamentos das idas ao banheiro ou ao café. A direção do SINJUSC conversou, na mesma tarde, com o diretor do Fórum em exercício e explicou que é necessário reavaliar a questão para que cessem os adoecimentos, que não são fruto apenas de ações individuais, mas de uma instituição que caminha para o abismo.

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