Nota de repúdio: Não somos parasitas

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O Ministro da Economia, o eterno especulador Paulo Guedes, comparou o servidor público a um “parasita”, ao comentar as reformas administrativas do governo Bolsonaro, se colocando contra o direito ao reajuste anual dos trabalhadores no serviço público, a favor do congelamento e de corte dos salários, contra o concurso público e a favor do “quem indica”como cartão de ingresso nos serviços públicos.

Poderíamos pensar que o ministro estivesse em um momento alterado com o “sangue embriagado”, pois foi denunciado pelo Ministério Público Federal por indícios de ter cometido irregularidades quando foi gestor financeiro de fundo de investimentos, por meio das suas empresas com desvio de dinheiro para os chamados “paraísos fiscais”. Mas essa é a verdadeira pele do ministro do Sistema Financeiro a serviço da destruição dos serviços públicos e gratuitos.

O ministro mentiu ao dizer que o governo Federal utiliza 90% do orçamento com gasto de pessoal, mentiu ao afirmar que os servidores tiveram ganhos de 50% acima da inflação e foi desonesto ao desqualificar o conjunto dos servidores das três esferas, que na sua ampla maioria atuam na ponta prestando serviços nas áreas da saúde, educação, infraestrutura, cultura, meio ambiente, segurança, pesquisa, judiciário e fiscalização da coisa pública, dentre outros. Sobre isso, leia o estudo “O Lugar do Funcionalismo Estadual e Municipal no Setor Público Nacional (1986-2017)”. 

O ministro Paulo Guedes teve um mérito se assim podemos dizer, o de unir, do Oiapoque ao Chuí, o conjunto dos trabalhadores que prestam serviços ao povo. Os sindicatos dos servidores públicos estaduais abaixo nominados se juntam às centenas de manifestações de repúdio contra essa atitude insana do ministro da Economia e ao mesmo tempo denunciam a reforma da Previdência arrasadora e discriminatória do governador Carlos Moisés.

A grosseria do banqueiro Paulo Guedes, terá a nossa resposta no dia 18 de março, com paralisação e protestos em todo Brasil, na defesa dos serviços públicos, contra os projetos de Emendas Constitucionais que transforma os serviços públicos em um balcão de negócios para seguradoras e para a indústria das privatizações. Em Santa Catarina os servidores estaduais ocuparão a Assembleia Legislativa nos dias 17 e 18 de fevereiro pela retirada do projeto de reforma enviado pelo governo do Estado.

Parasita é o ministro e os agiotas que querem jogar o povo na sarjeta, sem direitos e sem serviços públicos que atendam a maioria da população.

Assinam:

Sintespe – Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Estadual de Santa Catarina

Sinte-SC – Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina

SindSaúde – Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimento de Saúde Pública Estadual e Privado de Florianópolis e Região

Simpe – Sindicato dos Servidores do Ministério Público de Santa Catarina

Sinjusc – Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário do Estado de Santa Catarina

1 COMENTÁRIO

  1. Deveríamos unir-se em todo o País e entrar com uma ação contra esse senhor, Quem é ele para nos chamar de parasitas . Assédio Moral é Crime. Vergonhoso por isso que pedir para retirar da pauta a reforma administrativa, deve voltar depois que todos esquecerem que são parasitas. JAMAIS ENQUANTO VIVER VOU ESQUECER.

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