Governador nega recomposição do servidor público, sem reajuste desde 2012, mas aumenta salário de procurador

Governador nega recomposição do servidor público, sem reajuste desde 2012, mas aumenta salário de procurador

Moisés em 02/01/2019: “Tudo que nós pudermos economizar, nós vamos economizar”

Moisés em 07/01/2020: “Qualquer movimento de reposição salarial seria um ato de irresponsabilidade nossa”

Moises em 09/01/ 2020: “Governo de SC liberou aumento salarial para procuradores que terá impacto de R$ 7 milhões”

O governador Carlos Moisés se elegeu prometendo “austeridade” nas contas do Estado. Assim que tomou posse, em janeiro de 2019, falou à imprensa: “Tudo que nós pudermos economizar, nós vamos economizar.”

No entanto, a economia, claro, tem lado, a do trabalhador. Porque os contribuintes do Estado continuam pagando segurança privada à vice-governadora, ao custo mensal de R$ 112 mil, mais moradia oficial, também à vice, que em 6 meses de 2019, custou R$ 300 mil aos contribuintes catarinenses.

Santa Catarina e Maranhão são os únicos Estados ainda a custear residência a vice-governadoras/es.

Enquanto isso, os servidores do executivo, que entregam nas mãos dos cidadãos os serviços públicos, estão desde 2012 sem data-base. Segundo o Sintespe, a categoria acumula perda de quase 60%. Sobre reajuste Moises afirmou em 07/01/2020: qualquer movimento de reposição salarial seria um ato de irresponsabilidade nossa”.

Apenas dois dias se passaram, até a veiculação da informação de que o Governador concedeu aumento aos procuradores do Estado. Só de reativos, serão pagos R$ 7 milhões. O aumento terá impacto mensal de R$ 767.633,25 para 161 servidores da PGE (Procuradoria Geral do Estado) entre ativos e inativos.

Enquanto isso, o pedido de reajuste para os aposentados sem paridade feito pelo SINJUSC foi esquecido na gaveta do governador. As aposentadorias dos(as) trabalhadores(as) sem paridade estão sem os reajustes de 2018 e 2019 e já acumulam perdas de 6% nos vencimentos. Uma observação: nenhum governador se aposenta sem paridade.

O aperto nas contas públicas sempre tem um destino, o salário do trabalhador (menos pra procurador, juiz, ministro, desembargador…). Importante relembrar que em 2018, os magistrados do Tribunal de Justiça de Santa Catarina ganharam 16% de aumento salarial e os servidores continuam tendo que explicar os privilégios que não recebem.

Agora em fevereiro, o governador volta à jornada de defender a aprovação da reforma da previdência na Alesc, sob a justificativa de desequilíbrio fiscal. Novamente, os mais atingidos serão os trabalhadores. A categoria de Moisés, bombeiro militar, no entanto, tem regras bem mais suaves do que as aplicadas aos civis. Sobre isso, Moisés não se pronuncia.

A somar, o que resumo que fica é: apesar de fechar o ano com aumento de arrecadação de mais de 12%, apesar do Tribunal de Justiça ter devolvido R$ 18 milhões de duodécimo aos cofres do Executivo (e ter prometido devolver mais, mas ainda não o fez), o caixa para reivindicações de servidores públicos (menos procurador, juiz, ministro, desembargador…) é sempre deficitário.

Contra a reforma da previdência, o SINJUSC mantém o trabalho de articulação com os deputados da Alesc e com outras entidades representativas do funcionalismo público. Chamados de mobilização serão feitos em breve, pedimos que os servidores fiquem atentos, se mobilizem e participem. #ReformaNão.

2 Comentários

  1. Os trabalhadores precisam entender que pertencem a uma classe social diferente daquela dos patrões, pois “O aperto nas contas públicas sempre tem um destino, o salário do trabalhador (menos pra procurador, juiz, ministro, desembargador…). Importante relembrar que em 2018, os magistrados do Tribunal de Justiça de Santa Catarina ganharam 16% de aumento salarial e os servidores continuam tendo que explicar os privilégios que não recebem”. É urgente a consciência de classe.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *