Violência contra a mulher e as consequências psicológicas por Mateus Graoske Mendes

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O mês de agosto serve à conscientização sobre a violência contra a mulher. Como em 2018, o SINJUSC adere à campanha Agosto Lilás e oportuniza a agenda social para estimular a sensibilização de toda a sociedade sobre o problema. A Luta do SINJUSC é pela eliminação de qualquer tipo de violência: doméstica, sexual, psicológica, física, patrimonial ou outra. #NEMmaisUmMinutoDeSilêncio

Para escrever sobre o assunto, o sindicato convidou o psicologo Mateus Graoske Mendes. Confira o seu artigo:

Desde 1991, a violência contra a mulher é reconhecida pela Organização Pan-Americana de Saúde – OPS – como causa de adoecimento das mulheres, sendo considerada uma questão de saúde pública (Heise; Pitanguy e Germain, 1994; Camargo, 2000).

A violência contra a mulher pode ser classificada como violência doméstica, sexual, psicológica, física, patrimonial dentre outras classificações. Estas se relacionam ou estão contidas umas nas outras, entretanto, pode-se considerar que a condição de ser mulher, construída socialmente, determina um tipo específico de violência: violência contra a mulher.

Esta se caracteriza por ser uma violência cometida por um homem contra uma mulher, sendo determinada pelos modelos culturais do que é ser homem, do que é ser mulher e de qual a função da violência nas relações interpessoais e de poder. Geralmente a violência contra a mulher acontece em seu espaço privado: o domicílio, e o agressor na maior parte dos casos é o próprio marido, companheiro ou ex-companheiro.

Embora se pense quase sempre na violência física propriamente dita, é considerado violento todo ato que cause danos à saúde psicológica, à autodeterminação ou ao desenvolvimento pessoal, como por exemplo, negar carinho, impedi-la de trabalhar, ter amizades ou sair de casa.

A intenção do agressor em isolar é cada vez mais manter a submissão da mulher e o seu controle, o que faz com que a mulher não consiga sair do relacionamento abusivo e violento. São atos de hostilidade, humilhação e agressividade que podem influenciar na motivação e na autoestima trazendo graves consequências para a saúde mental da mulher.

Os sintomas psicológicos mais comuns em vítimas de violência doméstica são: insônia, falta de concentração, irritabilidade, transtornos alimentares, ansiedade, depressão, síndrome do pânico, estresse pós-traumático, uso e abuso de álcool e outras drogas e tentativas de suicídio.

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