Segundo Encontro de Mulheres do Judiciário Catarinense

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Realizado nos dias 21 e 22 de setembro, no Campeche em Florianópolis, o 2º Encontro das Mulheres do Judiciário Catarinense, que este ano homenageou a vereadora assassinada Mariele Franco. O evento contou com a presença de mais de 100 mulheres, entre trabalhadoras do nosso Estado, convidadas do Judiciário da Bahia, Paraná, da FENAJUD além de palestrantes e debatedoras.

Na sexta feira aconteceu o lançamento da 2ª edição da Revista Valente, com um resgate histórico das lutas femininas, enfatizando que graças a essas pioneiras hoje as mulheres podem se reunir, votar, trabalhar. Apesar de vivermos ainda uma cultura machista foi graças as nossas ancestrais que conseguimos um pouco mais de liberdade. Ainda não estamos no mundo ideal, mas avançamos em relação ao século passado. A Diretora do SINJUSC, Liliane Fátima Araújo e a Conselheira Fiscal, Soraia Depin ressaltaram a importância de termos a revista como instrumento de luta e esclarecimento dos nossos direitos.

No sábado pela manhã Mônica Francisco, que foi assessora da vereadora assassinada Mariele Franco, falou sobre gênero, violência e o papel das mulheres na sociedade e chamou as mulheres para a unidade. Salientou também que o momento é de organização sindical de mulheres, de partilha, de sororidade. A debatedora, doutora em Direito e professora da UFSC, Grazzielly Alessandra Baggentos falou que “nada é por acaso e que esses encontros nos permitem a conexão entre as mulheres”. A parte da manhã foi seguida pelo espetáculo Avessas, que através da arte mostrou as várias facetas da violência contra as mulheres.

O período da tarde iniciou com a fala da colega Liliane Fátima Araújo, dissertando sobre a “Cultura do Estupro” e o medo que permeia o mundo feminino, em que mulheres são culpabilizadas por sofrerem violência, além de terem que reviver, em vários momentos, todo o acontecimento se quiserem que o culpado, “talvez”, seja localizado e/ou sofra uma punição por seu ato.

Seguida Myriam Aldana Vargas, do Católicas pelo Direito de Decidir, falando sobre o direito reprodutivo da mulher, salientando que o Código Canônico, permite que a mulher decida em várias circunstância o direito de gerar ou não uma nova vida.

Finalizou-se com dois momentos especiais: a Plenária que deliberou sobre pautas importantes das mulheres, bem como atos que irão constituir a luta feminina no judiciário que serão abordadas durante a semana no site do SINJUSC. O outro momento foi de forma mais descontraída onde aconteceu uma grande roda de dança cigana, encerrando-se com com um luau de confraternização.

 

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